domingo, novembro 25, 2012

A Panna Cotta é um doce típico da região do Piemonte, do Norte da Itália, famoso em todo o mundo.

Ingredientes

425 grs de creme de leite fresco
75 ml de leite
30 grs de açúcar refinado
7 grs de gelatina incolor sem sabor (1 sachê)
1/2 unidade de fava de baunilha ou 4 gotas de essência

Couli de framboesa

Modo de preparo

Aquecer o creme de leite com o açúcar, o leite e a baunilha até desmanchar o açúcar (não deixar ferver). Dissolver a gelatina (em água morna) e acrescentar na mistura da panela.

Colocar em forminhas ou copos deixar esfriar.

Deixe na geladeira por no mínimo 4hs. Desenforme e sirva com o Couli de framboesa.

domingo, agosto 12, 2012

Etiquetas Gastronômicas


Na era Vitoriana, homens e mulheres sentavam-se separados, em lados opostos da mesa.Paulatinamente, a exemplo de que era de praxe no continente, adotou-se a maneira se sentar os convidados alternando homens e mulheres. Tal prática era então chamada de dining promiscously. Ao final da sobremesa, as senhoras se retiravam da sala de jantar para o banheiro por eufemismo denominado powder room ou para outra sala onde era servido chá. Os homens permaneciam à mesa para os brindes e, eventualmente, as conversas picantes. Essa reunião masculina muitas vezes se prolongava e o efeito diurético do champagne e dos outros vinho podia se manifestar. Por isso havia, num compartimento do aparador ou por de trás das cortinas, urinóis para quem os necessitasse.

Os cavalheiros podiam, assim, se aliviar sem ter que interromper a conversação! Ps.: Powder Room, significa "Quarto de se empoar" ( ato de passar pó branco no rosto) Fonte: Livro " De caçador a gourmet" de Ariovaldo Franco

Na Roma antiga as refeições eram divididas em 3 etapas: O desjejum romano, o jentaculum se resumia a um pedaço de pão umedecido em vinho ou comido com mel, queijo, ou azeitona. Inicialmente, a cena , refeição principal, era servida por volta de meio dia. Quando a cena começou a ser servida mais tarde, foi introduzida uma outra refeição o prandium ou almoço. Mais frugal que a cena, o prandium podia consistir de pratos frios e de sobras da véspera. Quase nunca era acompanhado de vinho. Depois do prandium, principalmente no verão, era comum uma breve sesta. Fonte: Livro " De caçador a gourmet" de Ariovaldo Franco

Na Espanha da Idade Média, almoçava-se entre nove e dez horas da manhã, e o jantar era por volta das três da tarde. A maioria das pessoas se limitava a estas duas refeições.Entre nobres castelhanos do século XIII, entretanto mencionam-se cinco refeições: almuerzo pela manhã, yantar ao meio dia, merienda, à tarde, cena ao fim do dia e zaborar à noite. Na alimentação da aristocracia predominavam as carnes assadas. As receitas dos manuscritos da época são sobre tudo de pratos destinados a acompanhar e a realçar os assados, muitos destes acompanhamentos eram moídos em almofariz para serem comidos com colher. Fonte: Livro " De caçador a gourmet" de Ariovaldo Franco

Em um banquete chinês, geralmente não se serve arroz. Sua ausência é um sinal de que o anfitrião ofereceu tão ampla variedade de alimentos que seu convidados não necessitam do arroz cotidiano. Também na china, o uso de palitos para comer é sinal de boa educação, em contraste com o comer dos dedos. Não se usa faca de mesa, pois cortar e picar são tarefas para cozinheiros e seus auxiliares, nunca feitas à mesa. Fonte: Livro " De caçador a gourmet" de Ariovaldo Franco

Num jantar japonês, os convivas não se servem de saquê. Servem-se uns aos outros, jamais a si mesmos. Ao ser servida, uma pessoa não deve deixar seu copo sobre a mesa e sim, levantá-lo em direção à garrafa. Com esse gesto, demonstra ter percebido a deferência de que foi objeto, antes de agradecê-la. Fonte: Livro " De caçador a gourmet" de Ariovaldo Franco

No meio de toda dificuldade, sempre existe uma oportunidade
Albert Eistein

segunda-feira, julho 09, 2012

DESEJOS

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, abril 13, 2012

Sopa de maçã com mel e canela 3 COLHERES (sobremesa) de mel Tigela de água com suco de 1 limão 2 pedaços de 5 cm canela 400 ml de água Chantilly Descascar e cortar as maçãs em 8 pedaços (gomos). Colocar na água com limão. Reservar. Em uma panela, colocar a água, mel e canela. Ferver por 20 minutos. Adicionar as maçãs e cozinhar até ficarem macias. Servir com chantilly.

sábado, abril 07, 2012

receitas colombas

RECEITAS DE COLOMBAS
Oscar Neto | Fotos: Diana Freixo | Produtora: Marly Arnaud | Criação e Execução: Marcelo Menyon RECEITAS COLOMBAS EDITORA ON LINE

sexta-feira, março 30, 2012

segunda-feira, março 19, 2012

Brigadeiro (doce brasileiro)

Brigadeiro (chamado de negrinho no Rio Grande do Sul) é um doce típico da culinária brasileira, criado na década de 1940. É comum em todo o país e está presente em praticamente todas as festas de aniversário, junto com o cajuzinho e o beijinho.

Os ingredientes do brigadeiro são leite condensado, chocolate em pó, manteiga e chocolate granulado para a cobertura. Pode ser feito tanto no fogão quanto no forno de microondas.

O nome do doce é uma homenagem ao brigadeiro Eduardo Gomes[2], liberal, de físico avantajado e boa aparência. Nos anos de 1946 e 1950, o militar se candidatou à presidência da República pela UDN. O candidato conquistou um grupo de fãs do Pacaembu, bairro de São Paulo, que organizaram festas para promover sua candidatura.

O doce foi criado durante a primeira campanha do candidato à presidência, pela conservadora UDN, logo após a queda de Getúlio Vargas. A guloseima feita de leite, ovos, manteiga, açúcar e chocolate tanto agradou que, numa das festas de campanha, foi feito o doce para arrecadar fundos. Há outras versões bastante similares a essa sobre a origem do nome do doce: mulheres do Rio de Janeiro, engajadas na candidatura de Gomes, faziam "negrinhos" que vendiam para ajudar o fundo de campanha; outros diziam que Heloísa Nabuco, de tradicional família carioca que apoiava o brigadeiro, criou um tipo de doce, ligeiramente diferente da versão atual, e o denominou com a patente do candidato preferido.

Como as festas dos correligionários e cabos eleitorais eram muito disputadas pela população, estes logo começaram a chamar os amigos para irem comer o "docinho do Brigadeiro". Com o tempo o nome de "brigadeiro" acabou sendo dado ao doce (mais tarde feito com leite condensado). Apesar do apoio recebido, a eleição foi vencida pelo então general Eurico Gaspar Dutra


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sábado, dezembro 31, 2011

Leonardo Da Vinci - Um grande cozinheiro

Leonardo da Vinci, autor da mais famosa pintura sacra, foi um grande cozinheiro.
A mais famosa representação de 'A Última Ceia' de Jesus Cristo foi pintada por Leonardo da Vinci,
na parede do convento Santa Maria delle Grazie, em Milão.
Há muitos séculos os cristãos jejuam e se abstém de carne na Sexta-feira Santa.

Fazem essa penitência em louvor ao martírio de Jesus.
Os cristãos sempre valorizaram a mesa.
Para eles, a comida reforça o vínculo do homem com o mundo e garante o dom da vida.
O, jejum e a abstinência, portanto, só se justificam como tributo a Deus.

Outra função cristã da comida é estreitar as relações humanas.
Sentado à mesa, anunciando a salvação, Jesus formou sua comunidade.
O Novo Testamento dá a esses banquetes um sentido simbólico e sagrado.

Na última ceia, na véspera de sua morte, Jesus predisse a traição de Judas e instituiu a Eucaristia,
o sacramento no qual ele estaria presente sob as aparências do pão e do vinho, com seu corpo, sangue, alma e divindade.

A ma,is famosa representação desse banquete foi pintada na parede do convento renascentista de Santa Maria delle Grazie,
em Milão, na Itália, por um dos maiores artistas de todos os tempos: Leonardo da Vinci (1452-1519).
Chama-se A Última Ceia e tem mais de 9 metros de largura e 4,20 metros de altura.
Leonardo levou três anos para concluir sua obra-prima.

Mostra o momento em que Jesus diz aos discípulos que será traído por um deles.
Judas aparece com o cotovelo direito sobre a mesa.

O impressionante, efeito dramático da pintura se deve à distribuição das figuras, reunidas em grupos de três - só Jesus, no centro, está isolado -,
pelas suas expressões de espanto, dúvida, indiferença, indignação e amor.
Na Palestina do tempo de Jesus, os alimentos eram, temperados com açafrão, alho, anis, canela, cebola, cominho, cravo, gengibre, gergelim,
louro, manjerona, orégano, noz-moscada e salsa.

O trigo era alimentos importantíssimos, vindos em seguida à cevada.
O pão e o mel tinham grande prestígio.
come-se, também abóbora, agrião, alcachofra, alho-porro, aspargos, couve e salsão frescos.
Alcaparras, azeitonas e pepinos ficavam na salmoura.
Ervilhas, favas e lentilhas eram grãos secos fundamentais.
Serviam para fazer sopa, uma preparação muito difundida.

Os leites de ovelha e cabra eram os mais populares.
O de vaca, raro e caro, destinava-se às pessoas abastadas.
Com o leite se preparava creme, manteiga e queijo.

As carnes principais eram de cordeiro e cabra, assadas na brasa ou cozidas em bebida, vinho ou cerveja.
No século I, o filósofo e historiador grego Plutarco elogiou as romãs e tâmaras de Jericó.
Outras frutas eram abricó, figo, uva e maçã.
A noz tinha o status do nosso bombom.

Mas, no banquete derradeiro, Jesus se limitou a comer com os discípulos alimentos da liturgia judaica: ervas amargas para relembrar o sofrimento que a escravidão causou ao povo hebreu,
pão em memória da fuga do Egito,
pois não havia tempo para a massa levedar, e carne de cordeiro.
Em A Última Ceia, Leonardo ignora esse cardápio e apresenta comidas de seu tempo.
Sobre a mesa, os estudiosos identificam enrolados de pão, purê de nabos e rabanadas de enguia, além de sete copos vazios que poderiam ter contido vinho tinto.

Aliás, as uvas da Palestina deviam ser de qualidade, pois jamais faltou vinho, bebido ali e exportado.
Pouca gente sabe, mas o pintor de A Última Ceia - a imagem sacra mais reproduzida do mundo - também foi um produtor de vinho,
que elaborava com uvas de sua vinha perto de,Milão, e um profissional da cozinha.
Leonardo nasceu em Vinci, a 40 quilômetros de Florença, para onde se transferiu aos 14 anos.
Como desde criança revelasse talento para as artes, o pai mandou-o estudar no ateliê de Andrea Verrocchio, pintor, escultor, matemático e engenheiro de grande prestígio na época.
Para reforçar o orçamento, Leonardo passou a trabalhar como garçom na taberna florentina
Os Três Caracóis, perto da Ponte Vecchio.
O misterioso envenenamento de seus cozinheiros o promoveu a,chef de cozinha.

Nessa função, empenhou-se em simplificar as receitas da época.
Entre outras providências, Leonardo diminuiu as porções, melhorou a apresentação e procurou tornar delicados pratos que, na sua opinião, eram "monstruosos".
Alguns biógrafos sustentam que antecipou em quase cinco séculos o minimalismo preconizado pela Nouvelle Cuisine, lançada na França em 1972.

Quando um incêndio destruiu as instalações de Os Três Caracóis, Leonardo se desligou da taverna,
associou-se a um colega do ateliê de Verrocchio - o também futuro gênio da pintura Sandro Botticelli - e abriu um restaurante.

Mas a casa, batizada com o nome de Taberna das Três Rãs e Sandro e Leonardo, foi um fracasso.
Os clientes se horrorizavam com a excentricidade da comida.,
Um dos pratos se resumia a quatro rabanadas de cenoura que sustentavam uma pequena anchova.

Leonardo tinha 30 anos quando assumiu o posto de Conselheiro de Fortificações e Mestre de Banquetes do Duque de Milão, Ludovico Sforza, "O Mouro".
Ali permaneceu por 17 anos, dedicando-se tanto ao desenvolvimento de equipamentos bizarros, de uso duplo - foi o caso,
por exemplo, de um cortador gigante de agrião que seu patrão transformou em arma de guerra na batalha contra os invasores franceses -, como à arte, culinária.

Leonardo pintou A Última Ceia exatamente nos intervalos desse trabalho.
Um livro de anotações culinárias atribuído a ele e publicado na Itália em 1987,
o Códice Ramanov, assim chamado porque teria permanecido muito tempo com a família imperial russa,
documenta esse período.
Há quem conteste a veracidade da obra.

Os originais do Códice Romanov nunca foram encontrados.
Existe apenas uma cópia feita por um certo Pasquale Pisapia.
Mas o presidente do Círculo Enogastronômico da Itália,, Marino Albinesi, vê nos escritos à mão de Leonardo e lembra que originais de Shakespeare também desapareceram.
Aceitas como autênticas, as anotações do Códice Romanov chegam a ser divertidas.
Para o casamento de Ludovico Sforza com Beatriz d'Este, L,eonardo concebeu um bolo gigante que era uma réplica do palácio do noivo.
Um dia antes da festa nupcial, estava montado no pátio.

Os convidados atravessariam portas de bolo e se sentariam em bancos e mesas que poderiam comer.
A criação de Leonardo, só não levou em conta a possibilidade de um ataque dos ratos de Milão.
Os auxiliares do artista-cozinheiro passaram a noite inteira entregues a uma verdadeira batalha campal.
Ao amanhecer, o cenário era desolador.
Dezenas de homens continuavam afundados no bolo, tentando encontrar os ratos abatidos a pauladas.
O banquete de casamento de Ludovico Sforza aconteceu em outro lugar.
O autor de A Última Ceia foi também um perito em etiqueta.
Na época, as pessoas colocavam a mão na comida.

Nos banquetes de Ludovico Sforza havia coelhos vivos amarrados nos bancos dos convidados.
Serviam para a limpeza das mãos.
O troca-coelhos era um criado respeitado, pois ouvia as conversas da nobreza.
Se os animais não estivessem ali, limpavam-se as mãos, na toalha da mesa ou nas costas do vizinho.
Leonardo criticou esse hábito e o uso de coelhos.
Para substituir os animais, desenvolveu o guardanapo.
Começou a colocar pedaços de pano, para uso individual, na frente dos comensais.
Mas a invenção de,morou a ser aceita.

Pietro Alemani, embaixador de Florença em Milão, relatou a dificuldade de introdução dos guardanapos.
"Ninguém sabia o que fazer com eles", escreveu. “
Alguns se sentaram sobre o pano, outros limparam o nariz com ele (...).
Outros usaram para embrulhar pedaços de carne e guardar nos bolsos.
Ao terminar a refeição a toalha estava tão suja como de hábito”.
O autor de A Última Ceia tinha tanto apreço pela boa mesa que legou metade dos bens a Battista de Villanis, seu cozinhe,iro particular.

O tempo dura o bastante para aqueles que sabem aproveitá-lo.
(Leonardo da Vinci)

quinta-feira, setembro 01, 2011

Alimentos congelados

A invenção que veio do frio

Entre 1912 e 1925, Clarence Birdseye, um naturalista e comerciante de peles americano, observou os índios no Labrador apanhando peixes em temperaturas inferiores a 0º. Os peixes congelavam logo que eram retirados da água e estavam frescos e prontos a serem consumidos quando eram descongelados e cozinhados meses depois.
Em 1924, Birdseye fundou uma companhia em Gloucester, no Massachusetts, EUA, para produzir alimentos congelados por arrefecimento ráp,ido. Em 1929, vendeu a companhia à Postum Company e o nome Birds Eye foi mantido. No ano seguinte a empresa lançou no mercado ervilhas, espinafres, framboesas e outras frutas, bem como peixe e carne congelados.
Posteriormente, em 1939, introduziu os prim,eiros alimentos congelados previamente cozinhados.

A Origem dos Livros de Cozinha

A já longa História dos livros de cozinha

O mais antigo livro de cozinha de que há conhecimento é atribuído ao grego Arquéstrato (séc. IV a.C.). Contudo não chegou,até aos nossos dias. Um pouco mais tarde Ateneu e depois Apício deixaram textos que constituíram durante um longo período da História, importante matéria em termos culinários.
O primeiro livro de cozinha da Idade Média é um tratado em francês antigo, do,início do séc. XIV. Tinha uma forte componente de receitas à base de especiarias e pratos de peixes e caça.
O Viandier de Taillevent (1380) e o Ménagier de Paris (1392) foram, verdadeiramente, os primeiros dispensários de cozinha, difundindo modos de pre,paração, técnicas de cozinha e receitas.
Até ao séc. XVII continuaram a ser obras de referência.
A primeira evolução nestas obras, dá-se com os cozinheiros italianos que acompanhavam Catarina de Médicis. Introduziram os pratos feitos com açúcar, doces,,compotas de frutas. Le Bastiment de recettes, publicado em Veneza e traduzido em Lião no mesmo ano (1541) é um manual de confeitaria.
Durante o Renascimento, os médicos reais têm um importante papel na literatura culinária. São recomendadas curas com fru,tos, e fixam as horas das refeições.
Uma nova evolução nos livros de cozinha é assinalada com a publicação do Cuisinier Français, com um considerável número de receitas, predominando as sopas, os pratos de ovos, de legumes e de carnes.
Entretanto, novos, produtos suscitam novos escritos. Por outro lado a cozinha francesa simplifica-se, surgindo novos tratados relativos às novas iguarias.
O séc. XVIII viu florescer os livros de cozinha. A Revolução Francesa (1789) traz novos ideais, e também novas formas, de se encarar a arte culinária. Surgem livros para receitas simples e económicas¿ (nomeadamente de batatas).
No séc. XIX alguns donos de grandes restaurantes pegam na pena e começam a escrever sobre gastronomia. Os escritos proliferam, assim como as re,ceitas.
Com o séc. XX o livro de cozinha torna-se num género extremamente diversificado. Ao lado das receitas de grandes cozinheiros surgem as crónicas culinárias e as críticas.

terça-feira, agosto 30, 2011

A palavra Confeitaria

A palavra Confeitaria vem do latim "Confectum" e significa aquilo é confeccionado com especialidade. É um prato único e que tem um toque diferenciado como recheio, formato, um toque especial ou personalizado de acordo com o gosto pessoal do cliente ou a que é oferecido.

Há quem diga que os Romanos foram os pioneiros nesta área de confeitar e preparavam bolos e tortas com farinha, aveia, vinhos e até creme de leite os quais resultavam em verdadeiras delícias finas.

Na época do Primeiro Mundo as confeitarias e padarias se extinguiram devido a queda do império Romano, onde muitos profissionais se viram obrigados a produzir caseiramente sua forma de sustento e contarem com a ajuda de suas esposas ou auxiliares. Aí se inicia a participação feminina no ramo surgindo então as primeiras confeiteiras.

Muitos doces eram produzidos em mosteiros e conventos a base de mel dando origem ao primeiro Pão de Mel e outras guloseimas, como o chocolate, que foi descoberto por pesquisadores da confeitaria queriam transformar o cacau e o açúcar num ingrediente nobre de seus bolos e doces.

Após a segunda Guerra Mundial alguns mestres confeiteiros chegaram ao Brasil por volta dos anos 50 e 60, vindos principalmente da França, famosa como o "centro dos doces refinados e requintados" e da Áustria com seus doces e tortas finas como Stollen, o Apfelstrudel e outras delícias. Nessa mesma época os confeiteiros estrangeiros traziam a técnica do manuseio do chantilly, do Creme Paris, da massa folhada, do Fondant e foram obrigados a trabalhar nas padarias pois eram raras as confeitarias exclusivamente doceiras.

Alguns doces são tipicamente caseiros e com uma originalidade de cada país . Por exemplo no Brasil temos os quindins, babá de moça, bolos de fubá e milho, roscas doces e queijadinhas. Em Portugal os famosos pastéis de Belém, na Itália o famoso Zabayone; na Alemanha o Strudell; na França os Palmieres ...

A comercialização da Confeitaria que temos começou com a influência dos imigrantes italianos, franceses, portugueses e alemães e com a introdução de novos equipamentos e máquinas que facilitam o trabalho do confeiteiro, que passou a ter mais tempo para ler e desenvolver receitas mais requintadas melhorando a qualidade dos doces.

Fonte: História da Culinária

segunda-feira, agosto 29, 2011

Prosciutto di Parma, uma iguaria produzida há 2 mil anos.

Quatro séculos antes de Cristo, Hipócrates, considerado o pai da Medicina, afirmava: “Faz da comida o teu remédio”. O conselho continua atualíssimo. Cada vez mais pessoas têm transformado a alimentação numa das principais aliadas na busca pela saúde e, para quem integra esse contingente, uma boa notícia: cientistas do Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, acabam de determinar um novo pigmento natural presente nos presuntos tipos “parma” e “ibérico”.

Iguaria produzida há 2 mil anos, o legítimo presunto de Parma, (produzido em Parma, como o próprio nome indica), não recebe conservantes nem aditivos químicos. O processo de cura é pelo menos de doze meses, período no qual o presunto fica em ambientes ventilados. O segredo e a magia do sabor, como destaca o site sensibilidade e sabor, vem dos suínos, criados exclusivamente na Itália, e do tempo de cura, em que o aroma dos bosques da região dá um sabor especial à carne.

Fabricado nas pequenas empresas familiares, com receitas transmitidas pelas gerações italianas há centenas de anos, ultrapassou as fronteiras da Itália, e hoje é conhecido no mundo inteiro, mas isso só aconteceu depois de os distritos industriais terem sido criados, há mais de 50 anos. Dos 9 milhões de presuntos produzidos por ano, 7,5 milhões são consumidos na Itália, e 1,5 milhões são exportados para 40 países.

A substância, denominada zinco-porfirina, é uma importante fonte de zinco, mineral relativamente escasso nos alimentos. “Associado à vitamina C, por exemplo, o zinco favorece o aumento de resistência por parte do sistema imunológico”, afirma o cientista de alimentos Rodrigo Catharino, um dos integrantes da equipe responsável pelo estudo. Segundo ele, o próximo passo é tentar sintetizar o pigmento, o que poderá possibilitar a sua adição a outros produtos alimentícios.

Laboratório teve ajuda de instituição da Dinamarca


O presunto cru de Parma não recebe conservantes nem aditivos e faz bem à saúde. Foto:Tasting Men

Os pesquisadores da Unicamp resolveram estudar o pigmento dos presuntos parma e ibérico por uma razão simples. Ambos os produtos integram a chamada dieta do Mediterrâneo, que segundo variados estudos contribuem para aumentar a longevidade dos moradores de algumas regiões da Grécia, Portugal, Espanha, Itália e França, entre outros países. Além dos embutidos, essas populações consomem com freqüência azeite de oliva, vinho e orégano, ingredientes considerados altamente benéficos para a saúde. A primeira pergunta que ocorreu aos cientistas foi: qual o pigmento responsável pela cor característica dos embutidos, visto que eles só levam sal na sua preparação, dispensando corantes e conservantes?

Para responder a essa questão, os especialistas do IQ contaram com a colaboração do cientista Jens K. S. Moller, da The Royal Veterinary and Agricultural University, instituição da Dinamarca, que já vinha investigando o pigmento do parma e ibérico, mas não havia conseguido definir a sua estrutura. Moller encaminhou os dados gerados pelos seus estudos e facilitou o contato da equipe da Unicamp com os fabricantes dos embutidos, que enviaram amostras para os testes laboratoriais. Segundo Rodrigo Catharino, a determinação do pigmento foi feita com o auxílio de um equipamento chamado espectrômetro de massas e por meio de uma técnica de ionização batizada de electrospray.

Depois de aproximadamente dez ensaios com cada tipo de presunto, os pesquisadores da Unicamp finalmente determinaram o pigmento. O nome zinco-porfirina foi baseado nas duas principais substâncias presentes no corante natural. Este, explica Rodrigo Catharino, tem origem em reações que ocorrem durante o processo de maturação da carne. “Uma característica interessante desse pigmento é que além de ajudar a conferir um aspecto saudável aos presuntos, ele também nutre. A presença do zinco proporciona um ganho para o organismo, pois o mineral favorece a uma maior resistência por parte do sistema imunológico”, afirma o cientista.

Após a determinação do pigmento, a equipe do Laboratório Thomson já começa a se preparar para desenvolver um segundo estudo em torno da substância. A nova etapa consistirá na tentativa de síntese da zinco-porfirina. Caso isso seja viável, ela poderá ser produzida em laboratório, o que possibilitará a sua eventual adição a outros produtos alimentícios. A pesquisa envolvendo os presuntos parma e ibérico gerou um artigo que já foi aceito para publicação na Meat Science, uma das mais importantes revistas científicas do segmento. “Além de abrir perspectiva para o uso em larga escala de um novo pigmento que traz benefício à saúde, esse tipo de pesquisa demonstra a capacidade dos brasileiros de fazer ciência de ponta. Normalmente, os estrangeiros vêm aqui, pegam nossos produtos e descobrem coisas novas. Agora, estamos começando inverter essa tendência”, analisa Rodrigo Catharino.

(© Oriundi)

domingo, agosto 28, 2011

Creme de Chocolate Branco

Ingredientes

1 gema
4 colheres (sopa) de amido de milho
1 barra de 200 gramas de chocolate branco
½ litro de leite
1 colher (sopa) de manteiga sem sal
1 lata de leite condensado
1 colher (chá) de essência de baunilha
1 lata de creme de leite gelado com soro

Modo de Preparo

Coloque a gema, o amido de milho e dissolva com um pouco de leite numa panela, junte o restante do leite, a manteiga e o leite condensado.
Leve ao fogo e mexa até engrossar. Coloque o chocolate branco picado e dissolva.
Retire da panela coloque na batedeira e acrescente a essência de baunilha, o creme de leite gelado, batendo até ficar um creme homogêneo.

sábado, agosto 27, 2011

Molhos

Molho de Iogurte com Hortelã

2 colheres(sopa) de hortelã bem picada
4 colheres(sopa) de azeite de oliva
1 colheres(sopa) de suco de limão
400 gramas de iogurte natural (2 copos)
sal e pimenta-do-reino
¼ de dente de alho


Deixar escorrer todo o soro.
Em seguida, colocar o iogurte em um recipiente e acrescentar os ingredientes restantes,
misturar muito bem e servir como molho para saladas cruas.

Molho de manjericão

1 colher de vinagre
1 maço de tempero verde (salsa e cebolinha)
1 pimenta (de sua preferência)
1 maço de manjericão fresco
300 ml de azeite de oliva
1 pitada de cominho
2 dentes de alho


Lavar bem as folhas de manjericão e o tempero verde.
Misturar todos os ingredientes no liquidificador.
Está pronto, basta armazenar em um vidro bem vedado e conservar em geladeira.
Acompanha bem massas e saladas.

Molho de menta (Mint Sauce)

Rendimento: 1 xícara

4 colheres (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de folhas frescas de menta ou hortelã
2 colheres(sopa) de água fervente
1 xícara de vinagre tinto
sal


Colocar o açúcar sobre as folhas de menta, para avivar o sabor.
Picar a menta, colocar numa tigela e misturar a água fervente, mexer até dissolver o açúcar.
Adicionar uma pitada de sal. Deixar esfriar um pouco e juntar o vinagre.
Levar à geladeira. Servir frio com cordeiro.

Caldo de Carne

Rendimento: 6 Litros

3 quilos de paleta ou acém de boi
1 quilo de ossos de boi com tutano, em pedaços
50 gramas de banha de porco
2 cenouras grandes em rodelas
2 cebolas em rodelas
5 dentes de alho picados
Pimenta em grão
1 maço de salsinha
5 talos de salsão
10 litros de água
100 ml de azeite
Salsinha
Tomilho
Louro
Sal


Untar a carne e os ossos com o azeite e a banha, temperar com sal e levar ao forno forte para dourar.
Retirar a carne da assadeira e reservar. Coar a gordura para uma panela, juntar a cebola, o alho e o salsão e puxe até dourar.
Acrescentar a carne, os ossos, as cenouras e as ervas e deixar refogar.
Colocar um pouco de água na assadeira, ferva e raspar bem para tirar todos os resíduos.
Transferir para a panela e cozinhar em fogo brando por, no mínimo, 4 horas.
Passar por uma peneira fina apertando bem para tirar todo o suco da carne.
Deixar amornar, levar à geladeira e deixar a gordura solidificar na superfície.
Retirar a gordura e reservar.

Molho de funghi secchi

1 colheres(sopa) de farinha de trigo
2 colheres(sopa) de margarina
Molho de pimenta tabasco, a gosto
50 gramas de funghi secchi
2 tabletes de caldo de carne
1 cebola bem picadinha
1 cálice vinho branco
½ litro de àgua


Lavar bem o funghi. Se os pedaços estiverem muito grandes, cortar em pedaços menores.
Colocar de molho na água e vinho misturados e deixar hidratar por 2 horas.
Coar então a àgua do funghi, desmanchar nela os tabletes de carne e levar ao fogo baixo por 5 minutos.
Retirar do fogo e reservar. Em uma frigideira alta, fritar a cebola na margarina, juntar a farinha de trigo e mexer.
Reduzir ao máximo a chama do fogão e vá juntando o caldo reservado, mexendo com fouet para não formar grumos.
Juntar então o fungui secchi, hidratado e cozinhar por mais 8 minutos, mexendo sempre.
Verificar o sal e colocar as gotas de tabasco.
Servir em molheira, acompanhando aves assadas, frescas ou defumadas.

Quem comete uma injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado.
(Platão)

quarta-feira, agosto 10, 2011

Nova receitas Chef Marcelo Menyon

Editora on line , produçao Marly Arnaud Fotos Carla Paraizo, Fernanda Venancio

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sábado, julho 09, 2011

Dia da pizza!!!

História da Pizza


A história das pizzas pode ser rastreada até as colônias gregas da Magna Grécia no sudeste da Itália. No terceiro século antes de Cristo, a primeira História de Roma, escrita por Marcus Porcius Cato, mencionava um alimento similar à pizza. Evidência complementar foi encontrada nas ruínas de Pompéia, datadas de 79 A.C., onde os arqueólogos escavaram estabelecimentos bastante similares com as pizzarias modernas.

Porém, embora vários alimentos similares à pizza fossem comuns na Roma antiga e área do Mediterrâneo, não poderiam ser considerados "pizza verdadeira", uma vez que o tomate ainda não havia sido trazido das Américas e o búfalo indiano, cujo leite é usado para fazer a verdadeira muzzarela, ainda não havia sido importado.

Acreditava-se primeiramente que o tomate fosse venenoso quando ele chegou à Europa no século 16. Porém, no final do século 18, o tomate já havia sido adicionado como ingrediente da pizza, a qual ganhou popularidade em Nápoles. A pizza transformou-se então em atração da cidade, e visitantes aventuravam-se nas áreas pobres de Nápoles para saboreá-la.

Como todo prato antigo, é difícil especificar sua origem, ainda mais se pensarmos que ela não é nada mais do que uma evolução do pão. Desde que foi descoberta a fermentação da massa de trigo e o forno, graças ao talento dos egípcios, há mais ou menos seis mil anos, começou-se a enriquecer os pães de forma achatada com diversos ingredientes, como azeitonas, ervas aromáticas e outros.

Segundo anotações do poeta Virgílio, os gregos e romanos faziam pães semelhantes. Ele mesmo registrou a receita do moretum, uma massa não fermentada, assada, recheada com vinagre a azeite, coberta com fatias de alho e cebola crua. Se essa mesma massa fosse fermentada, Virgílio teria então a fórmula básica de uma pizza simples.

Em Nápoles, na Idade Média, acreditava-se em duas coisas: no fim do mundo, que seria no ano 1000 DC, e nos valores nutritivos do lagano, massa de espessura muito fina, assada e cortada em tiras, que ao final era cozida com verduras. Embora tratasse do antecessor do talharim, parece que as variações sobre o lagano originaram o conceito de picea, e não muito tempo depois apareceria, pela primeira vez, na romântica Nápoles, a palavra pizza. Na verdade, no Sul da Itália até hoje a idéia de pizza abrange também as massas fritas e recheadas.

A verdadeira personalidade da pizza, porém, só surgiu depois que a Europa co-nheceu o tomate, levado para lá pelos Americanos, descobrindo suas ricas aplicações na culinária. Finalmente, no século XVII, Nápoles começa a produzir sua pizza, atiçando a imaginação e a criatividade dos padeiros que enriqueciam o prato usando azeite, alho, muzzarela, anchova e os pequenos peixes cicinielli. Alguns "artistas" da culinária começavam até mesmo a dobrar suas massas recheadas, inventando assim e célebre calzone.

Em 1830 foi aberta a primeira pizzaria Napolitana, chamada Port Alba, que em pouco tempo se transformou no ponto de encontro de pintores, poetas e escritores famosos da época. Um deles foi Alexandre Dumas que chegou mencionar em suas obras as variações de pizzas mais populares da segunda metade do século XIX. O autor de Os Três Mosqueteiros, chegou mesmo a anotar a receita de uma pizza feita com banha, toucinho derretido, queijo, cicinelli e tomate.

Outro caso curioso acorreu em 1889, quando o Rei Umberto I e a Rainha Margherita passaram o verão em Nápoles no palácio Capodimonte. A rainha já havia ouvido falar muito no prato que se tornara típico daquela cidade. Os comentários na corte eram todos excitantes, mas ela mesma nunca havia provado uma pizza. Foi, então, chamado ao palácio um conceituado pizzaiolo, Don Raffaelo Esposito. Ele e sua mulher foram apresentados ao casal real, conduzidos à cozinha e imediatamente passaram a preparar sua especialidade. Ao final Don Raffaelo ofereceu aos reis vários tipos de pizza, mas a que mais agradou a rainha foi uma que irradiava as três cores nacionais da Itália verde, branco e vermelho, ressaltadas pela muzzarela, pelo tomate e pelo basilicão. Negociante esperto, Don Raffaelo batizou-a de Pizza Alla Margherita, o que lhe rendeu muitos lucros em seu restaurante e notoriedade histórica na culinária Italiana..Juntamente com a Pizza Napolitana a Pizza Alla Margherita, fez Nápoles conquistar a Itália, e logo, a Itália conquistar o mundo, através do meio mais agradável - o paladar. Junta-se a isso um vinho saboroso e uma canção aveludada para entendermos, afinal, porque a Itália ficará para sempre como a terra do prazer e da paixão.

De Nápoles para o resto do mundo foi um pulo, pois os imigrantes a levaram para vários países e a popularizaram. Ela chegou aos EUA, assim como ao Brasil, por intermédio dos imigrantes italianos. Por muito tempo, só se encontravam pizzarias nos redutos e colônias italianas.


está delícia você encontra em qualquer lugar das cidades.


O Dia da Pizza é comemorado em 10 de julho desde 1985.